Visit Us On FacebookVisit Us On Linkedin
Artigos

05/02/2018Admin Dica EventoSem Comentários

Super Bowl – muito mais que um evento esportivo

Super Bowl – mais do que um Evento

por Líbia Macedo

O Super Bowl é a final do Campeonato Nacional de futebol americano, um dos esportes mais idolatrados nas terras do Tio Sam e cada vez mais fora dele também.

Tem uma característica interessante, o Super Bowl não acontece nas cidades dos times finalistas (só se for uma coincidência) e são definidas com anos de antecedência num processo de candidatura Bidding (veja glossário DicaEventos) e devem cumprir alguns quesitos que são analisados pelos representantes das 32 franquias. Destacamos alguns:

– Escolta policial para os donos de equipes e 35 mil vagas de estacionamento;
– Suítes presidenciais sem custo algum em hotéis de luxo;

– Outdoors gratuitos por toda a cidade;

– Garantia de receber toda a receita da bilheteria;

– Os hotéis onde os times ficarão hospedados obrigatoriamente terão a NFL Network (canal de TV por assinatura da NFL) por um ano antes do Super Bowl;
– Sinal de celular forte nos hotéis onde os times ficarão hospedados. Se não for, uma antena deverá ser instalada sem custos para a NFL;
– Acesso livre para três campos de golfe de alta qualidade durante o verão ou o outono anterior ao Super Bowl; (eles fazem eventos anteriores a final)Disponibilizar gratuitamente duas pistas de boliche de alta qualidade para o Super Bowl Celebrity Bowling Classic, entre outros

Já está definido onde ocorre nos próximos 3 anos : 2019 será no Mercedes-Benz StadiumAtlanta, em 2020 no  Hard Rock StadiumMiami Gardens e em 2021 – Los Angeles Stadium at Hollywood Park – atentem que na maioria as arenas são naming rights, não por acaso !

A deste ano em Minneapolis, aconteceu no US Bank Stadium, que é climatizada tem capacidade para 66.000pax, foi inaugurada em 2016 e custou cerca de U$ 1,1 bilhão (aproximadamente R$ 3,5 bilhões), deste montante 45% veio do poder público. Os demais 55% foram pagos pelos proprietários do Minnesota Vikings, principal time de futebol americano da cidade, com a ajuda de fundos privados –  as linhas arquitetônicas do estádio se assemelham a um barco viking. E lá também os cidadãos questionaram esse investimento.

Um dos aspectos mais impactantes neste ano é a temperatura na cidade que estava média de  -15° isso impacta na disposição das pessoas em saírem de casa, no staff que trabalha no entorno, em equipamentos, entre outros. A segurança também é um aspecto crucial, ainda mais com o terrorismo a solta, aliás o FBI é o responsável por arquitetar a segurança após os acontecimentos de 11 de setembro e neste ano a empresa de segurança contratada foi substituída semanas antes do evento (Wow).

 O Evento não é só interessante para marcas focados ou patrocinadores de esporte, mas para todo o país, estatisticamente o Super Bowl também é o dia que tem o segundo maior consumo de comida nos Estados Unidos (só atrás do Dia de ação de graças) e só perde por audiência para a final da UEFA.

Por mais que o estádio tenha limitação de receber certo número de pessoas o conceito de SuperBowl Experience, faz com que circule mais de 600.000 pessoas na cidade, independente de irem ao dia do jogo. Aliás o evento, não é no dia do jogo e sim 10 dias antes com uma “vila” de marcas com eventos paralelos, brincadeiras, demonstração,shows, e este ano a final de uma competição de e-sport. Houve também o NFL Women´s Summit – discutindo como apoiar as causas femininas e uma competição de start up focadas em esporte 1st and Future.

Estar lá não é barato, o ingresso mais simples custa U$500,00 (Brasil é o quarto país que mais adquire ingressos do evento, subindo 81% referente a última versão*)  mas é mais que um jogo de final é um acontecimento com muitas surpresas no pré/trans/pós evento. Desde o hino nacional – este ano feito pela Pink. Já no HalfTimeShow, tem o mesmo Diretor executivo desde 2007, Mr Kishner, que pensa em como fazer um show em 13minutos gerenciando uma equipe de produção que tem que rapidamente evacuar e desmontar qualquer tipo de parafernália e estrutura. Este ano Justin Timberlake – que não recebe cachê – esteve no evento pela terceira vez, arrasou com sua performance, parceria com a holografia de Prince (nascido na cidade) e encerrando na arquibancada. Há quem diga que foi playback….será?!

A produção, abusou das montagens em blocos de mini palcos, efeitos de luzes, espelhos e animação de voluntários e ganhadores de promoção que tietavam a apresentação bem de pertinho.

O pós evento além dos discursos e entrega do troféu Tiffany traz as festas de patrocinadores que são bem disputadas.

Aqui no Brasil, os fãs de futebol americano tem aumentado significativamente e a ESPN que transmite o jogo, não teve dificuldades de vender as cotas para a Tim, Motorola, IFood, Mitsubishi, Boticário da temporada toda e trouxe outras marcas para o jogo da final pontualmente. Aliás, esse ano, sem as proporções milionárias dos comerciais americanos, as marcas personalizaram suas propagandas com o tema, caso da HAVAN, IFood e outras, inclusive com uma parceria forte com os jornalistas especialistas da ESPN – mostrando uma inteligência estratégica de ativação de patrocínio.

Ah, o jogo foi contra o Patriots com o bonitão do Tom Brady (marido de Gisele Bundchen) e o azarão Eagles e quem ganhou foi o Azarão numa partida disputadíssima e com o MVP do evento, sendo o quarter backer substituto do titular, enfim digno de Hollywood.

Quer ir para o SuperBowl ano que vem, quem sabe você não é escalado, tente o programa de voluntários.

http://atlsuperbowl53.com/getinvolved/

Alguns números:

  • 50 milhões de lata de cerveja
  • Aumento em mais de 50% na venda das músicas de quem é a atração no intervalo
  • U$ 12 bilhões gerados por causa do SP aos EUA
  • Troféu feito pela Tiffany&Co em prata pura, pesando 3,5kg, U$ 12.000
  • 000 voluntários
  • 110 salas de cinema no Brasil transmitindo o jogo
  • Audiência subiu 35% no Brasil comparado com o ano passado para o SB

*dados Kantar Ibope

0 Comentários

Deixe o seu comentário!













04/09/2015Juliane FarinazzoSem Comentários

WEC – World Education Congress 2015

MPI – Meeting Professionals International is one of the most prestigious organizations in our industry and is committed to provide professional development opportunities and fostering networks, helding the annual WEC – World Education Congress — 4 days of educational sessions, bringing the best tools, vendors, latest trends, networking and business opportunities for it’s participantes.

This year, it was held in San Francisco between August, the1st and the 4th. A Brazilian delegation of MPI’s Brazil Chapter was there, and Juliane Farinazzo, a brazilian woman living in Canada planning events in the agribusiness segment, was part of the delegation. Today, she will share a report on her experiences as part of the Hosted buyer program.

wec-world-education-congress-congresso-mundial-dos-eventos-1

wec-world-education-congress-congresso-mundial-dos-eventos-brazil-chapter

I had the opportunity to attend WEC – World Education Congress 2015 as a Hosted Buyer and I am glad to be able to share some learning experience.The Hosted Buyer Program is a great networking tool for us planner to spend face to face time with vendors. I had to attend 17 meetings with vendors – which sounds a lot of meetings but they were totally worth.

The highlight of the meeting was learning further about Meetovation. Meetovation is a Danish meetings design concept developed by VisitDenmark in cooperation with Wonderful Copenhagen CVB the Danish meetings industry and local experts that focuses on optimizing the outcome of meetings by using selected meeting design elements.

wec-world-education-congress-congresso-mundial-dos-eventos-3

The five Meetovation elements are:

  • Focus on creative set-ups – use facilities in ways that supported theoverall aim for your meeting
  • Get your attendees actively involved – engage, excite and encourage
  • Get inspired by the local environment at your destination – embrace its uniqueness in your meeting
  • Be responsible – make sustainable thinking a natural part of yourmeeting
  • Benefit from the time and money invested in your meeting and increase your ROI

That session made me think in different ways to set up a breakout room to keep the audience active engaged.

wec-world-education-congress-congresso-mundial-dos-eventos-lecture

The flash point session with Chip Conley – head of global hospitality and strategy for Airbnb was very good. He discussed how the evolving sharing economy is increasingly intersecting with the meeting and event industry.

I was suprised when he mentioned that around 20% of the 600,000 international travellers that came to Brazil for the World Cup used Airbnb.

The overall content of the sessions was aligned with the conference theme and i bring some takeaways from 31 Predictions for the Meeting and Event Industry:

  • Networks at hotels and events will be a target for hackers.
  • Event spaces will be more commoditized than ever.
  • Food and beverage will be replaced by more efficient supplements and synthetic alternatives.
  • Live events will be an important source of revenue for most companies.
  • Face to Face interactions will be even more coveted.
  • Create meeting space with inspiring furniture to encourage people to engage with each other.
  • Incorporate the local enviroment to give your attendees an unique experience they’ll remember.
  • Everything will be available on demand.
  • There will be a subscription model for events. – Content will be crowdsourced.
  • Collaboration is the new competition.

wec-world-education-congress-congresso-mundial-dos-eventos-big deal-1

I liked the experiential activities that they added in the MarketSquare Area such as:

  • CSR Mail Room – Area that you could assemble and decorate care packages for young patients at UCSF.
  • Not-So-Silent Auction – MPI offers an incredible online auction, and we could bid using MPI’s Global Event App!
  • Cuddle with a Puppy – Cuddling some cute dogs was great.
  • Professional headshot

The Big Deal Event was an unique experience of high-rolling fun,entertainment and high stakes networking.

wec-world-education-congress-congresso-mundial-dos-eventos-big-deal-2

The decor of the party was stunning and very well done. There were candy stations including Godiva station.

I liked the idea that Freeman one of the main sponsors did with some guests: they invited a few planners ( I was one of them) to watch the second day of the general session on the backstage using headseats where we could listen everything that happen in the AV side to ensure the screen, telemprompter and music are all aligned. For sure a great experience to see what happens backstage of a big event production.

I highly recommend attend WEC if you are a planner or supplier. It is a great event to learn what is trend in the meeting industry, networking, collaboration and shared experience.

wec-world-education-congress-congresso-mundial-dos-eventos-godiva

wec-world-education-congress-congresso-mundial-dos-eventos-encore

0 Comentários

Deixe o seu comentário!













03/09/2015Marlene MatiasSem Comentários

Expo Milano 2015 – Esposizione Internationale Milano 2015

A história das exposições universais teve seu início no século XIX, quando a Inglaterra, que na época era o país mais desenvolvido industrialmente e também depois que a França a sua concorrente direta pela hegemonia de mercados externos desistiu de internacionalizar a Exposição Nacional Francesa de 1849.

A primeira exposição universal a The Great Exhibition of the Works of Industry of all Nations, aconteceu no Palacio de Cristal, em Londres em 1851. A partir de então as exposições universais foram sendo realizadas ao longo dos anos, inicialmente sem nenhum tipo de normatização que regesse a seu planejamento e organização, até 1928 quando foi realizada a Conferência de Paris, que originou o documento Convenção de Paris 1928, e a criação do Bureau Internacional des Exposition – BIE, uma organização intergovernamental que ficou responsável de supervisionar o calendário, a Licitação, a seleção e a organização das exposições universais.

A partir de então se iniciou a institucionalização e a regulamentação das exposições universais e/ou exposições mundiais, que segundo a Convenção de Paris 1928, em sua Parte I – Definições, no artigo 1º, diz:

[…] Considera-se exposição internacional oficial ou oficialmente reconhecida toda manifestação, seja qual for a sua designação, para a qual são convidados países estrangeiros pelas vias diplomáticas, que tem, em geral um caráter periódico, cujo fim principal é mostrar os progressos realizados pelos diferentes países num ou mais ramos de produção, e onde não se faz em princípio distinção alguma entre compradores e visitantes para entrada nos locais da exposição […]

Milão teve sua primeira experiência em organizar uma exposição universal e/ou exposição mundial ao realizar a Esposizione Internationale Del Sempione 1906 – Milan 1906, que teve por tema o “Transporte”.

Após 109 anos, Milão volta a realizar uma exposição universal a Esposizione Universale del 2015 – Expo Milano 2015, que tem por tema “Alimentando o Planeta, Energia para a Vida”, cujo objetivo é promover o Debate sobre como nutrir o planeta de forma sustentável, justa e saudável, promovendo as identidades culturais.

A Expo Milano 2015 foi aberta ao público em 01 de maio de 2015 e funcionará até 31 de outubro do mesmo ano, e tem previsão para receber 20 milhões de visitantes, nesses seis meses de duração.

As instalações da Expo Milano 2015 ocupam uma área de 1 milhão de metros quadrados. Os principais tipos de instalações identificados no recinto encontram-se a seguir.
Os pavilhões independentes (48) – são aqueles construídos pelos países participantes;

Pavilhão Vietnam (Foto: Marlene Matias)
Pavilhão do Vietnam – Foto de Marlene Matias

O Pavilhão da Itália que faz parte de todo um complexo que mostra o país.

Pavilhão da Itália (Foto: Marlene Matias)
Pavilhão da Itália (Foto: Marlene Matias)

Os clusters (10) – a grande novidade introduzida pela Expo Milano 2015, são áreas expositivas localizadas em pavilhões construídos pela organização do evento para abrigar os países que não tiveram condições de construir seu próprio pavilhão. Os clusters agrupam países de acordo com o seu tipo de produção.

 

 (Foto: Marlene Matias)
(Foto: Marlene Matias)

As áreas temáticas (06) – são espaços expositivos relacionados com a temática da exposição. O Pavilhão Zero da Organização das Nações Unidas (ONU) é uma das áreas mais bem destacada, pois introduz o tema e linguagem da Expo.

 

Pavilhão Zero (Foto: Marlene Matias)
Pavilhão Zero (Foto: Marlene Matias)

O recinto possui também o Open Air Theatre e o Lake Arena que são locais para apresentação de espetáculos musicais, circenses, peças teatrais e outras atividades artísticas.

Open Air Theatre (Foto: Marlene Matias)
Open Air Theatre (Foto: Marlene Matias)

 

Além das instalações acima o recinto possui ainda 09 pavilhões destinados a Sociedade Civil; 05 pavilhões dos patrocinadores; 01 Expo Centre; a Piazza Itália, Ilhas de alimentação com vários outros serviços como internet e toiletes, cabe destacar que as instalações da Expo são entrecortadas por ruas e avenidas, sendo a principal a Decumano que apresenta vários espaços expositivos com a produção italiana de legumes, hortaliças, frutas queijos, vinhos e outros produtos como também algumas ilhas para descanso além das áreas destinadas para esse fim e outras instalações.

Ilha de descanso na Decumano (Foto: Marlene Matias)
Ilha de descanso na Decumano (Foto: Marlene Matias)

 

Expo Milano 2015 (Foto: Marlene Matias)
Expo Milano 2015 (Foto: Marlene Matias)

Agora que vocês tem uma idéia geral da Feira, um momento mais específico para o espaço de nosso país.

O Pavilhão do Brasil

O Pavilhão do Brasil com o tema “Alimentando o Mundo com Soluções”, foi um projeto do arquiteto paulista Arthur Casas, foi construído em uma área de 4 mil metros quadrados, dividido em três pisos, a foto abaixo mostra a entrada do pavilhão.

 

No piso térreo sob a rede suspensa está uma mostra de alguns tipos de produtos agrícolas que são cultivados no país.

Pavilhão do Brasil na Expo Milano 2015 (Foto: Marlene Matias)
Pavilhão do Brasil na Expo Milano 2015 (Foto: Marlene Matias)
 (Foto: Marlene Matias)
(Foto: Marlene Matias)

No primeiro piso encontra-se um bar que comercializa produtos nacionais e também uma exposição.

No segundo piso tem um restaurante, uma loja com artesanato e também uma exposição.

O objetivo do Brasil com sua participação na Expo Milano 2015 é mostrar a sua capacidade de ampliar a produção de alimentos com tecnologias inovadoras e de forma suficiente, saudável e sustentável, com qualidade capaz de atender às demandas mundiais. Para isso durante os seis meses do evento além das exposições sobre o tema, elaborou uma programação com atividades culturais e gastronômicas, seminários, eventos de negócios e de relacionamento.

 (Foto: Marlene Matias)
(Foto: Marlene Matias)

As exposições universais são eventos que funcionam como plataforma para o diálogo internacional sobre temas relevantes para pessoas, países e instituições do mundo todo. Desde o seu início foi um lugar para cada nação se apresentar e oferecer ao mundo conhecimentos e soluções criativas para o seu tempo.

Referências:

  • Brasil na Expo. Disponível em: http://brasilexpo2015.com/expo-milao. Acesso em 26/07/2015.
  • BUREAU INTERNATIONAL DE EXPOSITIONS. Convenção de Paris 1928. Paris, 1932.
  • Entenda o que é a Expo Milão 2015. Disponível em: http://brasilexpo2015.com/expo-milao. Acesso em 26/07/2015.
  • EXPO MILANO 2015. Unique Itineraries Between site and City. Milano: Electa e 24 Ore Cultura, 2015.
  • EXPO MILANO 2015. Guida Breve. Milano: Electa e 24 Ore Cultura, 2015.
    MASSARI, Cristina. Expo 2015 mobiliza Milão, na Itália com seis meses de Programação Cultural Intensa. Jornal o Globo (19/03/2015).
  • MATIAS, MARLENE. Os Legados das Exposições Universais e o Turismo. Tese de Doutorado/Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. São Paulo, 2015.
  • ORSOLON, Luis. A Rede do Pavilhão Brasil recebe 1 milhão de visitantes. Disponível em: http://portalradar.com.br/a-rede-do-pavilhao-brasil-recebe-1-milhao-de-visitantes. Acesso em 27/07/2015.

0 Comentários

Deixe o seu comentário!













28/08/2015Juliane Farinazzo1 Comentário

WEC (World Education Congress): O Congresso Mundial dos Eventos

A associação MPI – Meeting Professionals International é uma das mais conceituadas no mundo no nosso setor e está comprometida em fornecer oportunidades de desenvolvimento profissional e fomento de redes.

A entidade realiza anualmente o WEC – World Education Congress, que durante 4 dias trazem aos participantes as melhores ferramentas, fornecedores, últimas tendências, networking e oportunidade de negócios no setor.

Este ano o WEC ocorreu em San Francisco entre os dias 1-4 agosto e tivemos uma comitiva brasileira do Brazil Chapter. E Juliane Farinazzo, uma jovem brasileira que está morando no Canadá e atuando com organização de eventos no segmento agrobusiness, e que participou do WEC,  nos reporta a visão de participar do programa Hosted Buyer .

Para que nossos leitores aqui possam ler e os companheiros do Canadá também, teremos o texto em português/inglês.

wec-world-education-congress-congresso-mundial-dos-eventos-1

wec-world-education-congress-congresso-mundial-dos-eventos-brazil-chapter

Eu tive a oportunidade de participar do WEC – Congresso Mundial de Educação 2015 como *Hosted Buyer* e fico feliz em poder compartilhar algumas experiências de aprendizagem.

O programa é uma ferramenta de networking grande para nós organizadores de eventos, de conhecer pessoalmente fornecedores de diversas áreas e precisei participar de 17 reuniões com fornecedores. Parece bastante mas foram totalmente válidas.

wec-world-education-congress-congresso-mundial-dos-eventos-3

O que mais me chamou a atencão no evento foi aprender mais sobre- Meetovation – um conceito de design de reuniões dinamarquês desenvolvida pela Visit Dinamarca em cooperação com Wonderful Copenhagen CVB , órgão de fomento de eventos dinamarquês e especialistas locais que atuam sobre a otimização dos resultados das reuniões usando elementos de design para reunião e eventos.

Os cinco elementos Meetovation são:

  • Foco sobre set-ups criativos- instalações de uso de formas que ajudam o objetivo global para a sua reunião
  • Manter os participantes ativamente envolvidos – envolver, emocionar e incentivar
  • Inspirar-se com o ambiente local de seu destino sabendo integrar o local com o tema
  • Seja responsável – aplique princípios de sustentabilidade no seu evento
  • Beneficie -se do tempo e dinheiro investido em sua reunião e aumente seu ROI

Essa sessão me fez pensar em diferentes formas de configurar uma sala de apoio ou uma plenária para manter o público envolvido ativa e efetivamente.

wec-world-education-congress-congresso-mundial-dos-eventos-lecture

Achei muito interessante uma das sessões com o Head de hospitalidade global e estratégia para o Airbnb – Chip Conley. Ele discutiu como a economia de compartilhamento esta cada vez mais envolvida com a indústria de reuniões e eventos. Fiquei surpresa quando ele mencionou que dos 600.000 turistas internacionais que foram para o Brasil para a Copa do Mundo – cerca de 20% deles usaram Airbnb.

Outro tema marcante foram as 31 previsões para a indústria de eventos, das quais destaco algumas:

  • Redes em hotéis e eventos será um alvo para hackers.
  • O espaço para eventos será mais comoditizado do que nunca.
  • Alimentos e bebidas serão substituídos por suplementos mais eficientes e alternativos.
  • Eventos Face to Face serão uma importante fonte de receitas para a maioria das empresas.
  • Eventos Face to Face com interações serão ainda mais cobiçados
  • Criar espaço para reuniões com mobiliário inspirador para incentivar as pessoas a se envolver e colaborar um com o outro. Transformar o ambiente local para dar a seus participantes uma experiência única que eles vão lembrar.
  • Tudo estará disponível sob demanda. Haverá um modelo de assinatura para eventos.
  • O conteúdo será crowdsourced. – A colaboração é a nova concorrência.

wec-world-education-congress-congresso-mundial-dos-eventos-big deal-1

Também gostei das atividades vivenciais que eles disponibilizaram no MarketSquare, tais como:

  • CSR mail room. Área que você podia montar e decorar sacolas com brinquedos para pacientes jovens no hospital da  UCSF (University of California, San Francisco.
  • Not-So-Silent Auction- MPI oferece um leilão on-line incrível, e nós podiamos dar lance online usando o App do MPI Global Event.
  • Mimar filhotes de cachorro (so cute)
  • Foto profissional para redes sociais
  • The Big Deal Event – foi uma experiência única de muita diversão,entretenimento e muitas mesas de poker espalhadas pelo espaço.

wec-world-education-congress-congresso-mundial-dos-eventos-big-deal-2

A decoração da festa foi bem impressionante. Havia estações de doces, incluindo estação de Godiva, varios tipos de bares, stand de fotos, DJ, uma verdadeira mini Vegas. Gostei do que a Freeman (áudio visual) um dos principais patrocinadores fez com alguns convidados: eles convidaram alguns planejadores de eventos (eu era uma destes) para assistir ao segundo dia da plenaária nos bastidores, usando headsets onde podíamos ouvir tudo o que acontecia backstage. Com certeza uma grande experiência para ver o que acontece nos bastidores de uma grande produção de eventos.

wec-world-education-congress-congresso-mundial-dos-eventos-godiva

Se você é um gestor de eventos ou fornecedor, eu recomendo participar do WEC. É um grande evento para aprender sobre as tendências na indústria de eventos realizar networking e compartilhar experiências.

O duro é escolher entre tantas opções de sessões educacionais

wec-world-education-congress-congresso-mundial-dos-eventos-encore

1 Comentário

Deixe o seu comentário!













03/08/2015Aidê Lapa Claro De SimoneSem Comentários

Panamericano Toronto 2015 – Então é assim: “game is over, and now”?

Olá, pessoal. Conforme havia prometido, vou continuar a lhes contar sobre a minha experiência aqui nos Jogos Panamericanos de Toronto. São quase 2 horas da manhã do dia 26 de julho e não consigo dormir de tanta coisa boa que aconteceu no dia de meu aniversário, ontem. Por estar distante da família e para não sentir muitas saudades, procurei preencher meu dia com dois shifts (escalas), trabalhando o dia todo nas finais do Handebol, e não podia ter sido melhor.

Logo cedo recebi de meus novos amigos canadenses uma caixa cheia de bolinhos, com uma velinha acesa. Cantaram parabéns em inglês, francês, espanhol e até em italiano (muito engraçado) e para terminar, os meninos da nossa seleção de Handebol conseguiram a Medalha de Ouro em uma disputada e emocionante final. De arrepiar e eu estava lá, trabalhando, sofrendo, curtindo e me divertindo.

Os bastidores de um evento deste porte nem sempre são um mar de rosas e, desta vez, tendo um olhar mais crítico, confesso que algumas coisas me preocupavam muito até o início do Pan. Mas nestes tempos modernos, com a utilização das redes sociais, tudo fica mais tranquilo.

Mascotes do Pan
Mascotes do Pan

Assim que fomos selecionados, foi criado um grupo de Facebook onde os voluntários poderiam obter maiores informações do evento e começar a se conhecer. Outros “filhotes” deste grupo surgiram para cada Venue (arena de trabalho) e, como éramos um grupo de brasileiros que já trabalhamos em outros eventos no Brasil, tínhamos o nosso próprio grupo, além do “zapzap” que foi de grande utilidade para que nos ajudássemos até a chegada à cidade dos Jogos.

Muita informação rolou e, bem próximo ao evento, com todo mundo já embarcando, surgiu uma grande questão:Muitos estavam com os nomes escritos no sistema do Pan de forma diferente do que está nos passaportes, que seriam os documentos válidos para os estrangeiros retirarem as credenciais e sem os quais o “security check” não libera a credencial. Houve quem tivesse que esperar praticamente uma semana para fazê-lo e tive o mesmo problema com a companhia aérea, pois em quase todos os formulários, temos os campos Name, Middle Name and Surname e, se você preenche diferente do que consta do passaporte, possivelmente terá problemas.  Como já estava atenta a tudo isso, liguei para o call center da organização e fiz a minha alteração do Brasil com tempo suficiente para realizarem as mudanças. Fica a dica.

Tudo resolvido, chegamos a Toronto e começamos a nos comunicar Aqui tem “Internet free” praticamente em todo lugar e apsar de nem sempre serem redes seguras, dá para usar tranquilamente para funções básicas de um celular.

No primeiro dia conheci Dani Castro, brasileira, baiana, que mora em Toronto, voluntária da credencial. Foi ela quem nos ajudou na verificação dos nomes e nas primeiras dicas de como nos locomovermos pela cidade que, por sinal, é muito fácil. Há duas linhas de metrô interligadas, muitos charmosos streetcars (estilo bondinhos elétricos), ônibus e trens. Com a credencial em mãos, tivemos acesso livre a todos durante o Pan: era só mostrar que estava liberada a viagem. Não precisava de cartão, ninguém ficava olhando nada, na maior confiança. E ainda os motoristas nos agradeciam, cultura canadense de respeito ao voluntariado.

Quando recebemos os uniformes em sessão agendada previamente, ganhamos um kit com duas camisetas, boné, mochila, agasalho impermeável, e alguns brindes de patrocinadores. Não recebemos calça nem tênis e o comitê exigia que usássemos calça preta ou escura sem ser jeans, sem grife aparente, bem como tênis preto ou cinza. Já nos treinamentos percebemos que seria impossível controlar isso pois, os próprios canadenses estavam usando shorts e sapatos, sandálias, tudo diferente. Mas, ainda assim, como boa respeitadora das regras, acabei vestindo o uniforme adequadamente, até o momento em que sucumbi à necessidade de caminhar de casa até minha Venue para me exercitar , porque trabalhava muito tempo sentada, e passei a usar meu melhor tênis, o mais colorido possível. Como ninguém falou nada, passou a ser meu sapato oficial.

Dentre os brindes do uniforme estava uma entrada para o ensaio oficial da Cerimônia de Abertura dos Jogos. Combinamos de nos encontrar e nos conhecer pessoalmente em frente ao Aquário de Toronto, onde fica o Rogers Center (palco da abertura e casa do time de Baseball Blue Jays) e a CN Tower, e assim fizemos. Já nos entrosamos e assistimos ao show em grupo.

No dia seguinte, assistimos à Cerimônia Oficial de Abertura na Nathan Phillips Square, onde havia um dos locais de PANAMANIA, a Fun Fest daqui. Dois palcos de show, muitos telões, um local fechado para consumo de bebidas alcoólicas, várias tendas de parceiros do evento fazendo as mais diversas atividades e distribuindo brindes para o público. Obviamente, não poderia faltar, uma Mega Store com os produtos exclusivos do Pan, muito caros para nossos bolsos. Praticamente em todos os lugares de competição havia uma loja destas e pelo menos quatro praças de Panamania. Downtown ficou agitadíssima.

Iniciada minha participação após quatro dias de passeios turísticos pela cidade, fui totalmente relaxada para o treinamento presencial porque ali é que conheceria realmente minha função. Para minha surpresa, havia gente no nosso grupo que nunca havia visto handebol na vida, inclusive um dos coordenadores. Entrei em choque: como vamos fazer estatística sem que a pessoa tenha noção do jogo? Pois é, aconteceu. E como a “Alma Voluntária” fala sempre mais alto, “arregaçamos as mangas, tomamos as rédeas” de tudo e acabamos dando conta do recado.

Acredito que uma das partes mais importantes do evento seja o treinamento presencial e, infelizmente, foi um ponto bem “down aqui. Tivemos que lidar com um sistema complexo, com pessoas inaptas e isso fez que o resultado não fosse o desejado para um evento internacional deste porte. Além do mais, as estatísticas de jogo são coisas sérias pois delas surgem pesquisas, feedbacks aos técnicos e atletas sobre seu desempenho, etc, e isso jamais poderia acontecer em um Panamericano.

O tratamento dado aos voluntários foi o básico dos básicos: “Ok, você se candidatou, está aqui, pode ir trabalhar, muito obrigada, esperamos que tenha gostado”.  Havia um centro de descanso onde tudo acontecia: fazíamos check in na sala ao lado e nos encontrávamos com os líderes para distribuição de tarefas no Break Room.

Uma das arenas dos Jogos Panamericanos de Toronto 2015
Uma das arenas dos Jogos Panamericanos de Toronto 2015

Neste mesmo local, tomávamos as refeições (péssimas no início, mas que foram melhorando um pouco depois). Havia uma bancada com café, leite e chá à vontade, e só. Para quem trabalhou na Copa, tínhamos jogos como tênis de mesa, air table, pufs para tirar uma soneca, computadores com acesso livre, etc, o que promovia maior intercâmbio e convivência alegre entre os voluntários, líderes e até chefes de departamentos. Aqui, este lado foi zero.

Por outro lado, na Arena de Handebol, conheci muitas pessoas e por falar português, inglês e espanhol, consegui me comunicar com quase todos do meu setor. Fiz muitas escalas dobradas — éramos poucos e muitos moradores locais tinham seus compromissos — então, em muitos dias passei o tempo todo no Exihibition Centre. Nos intervalos entre os períodos de jogos (dois por período), ia para a Panamania, tomava um pouco de sol, tomava sorvete gratuito oferecido pelo banco patrocinador e tentava ver as apresentações daquele momento. Tudo muito lindo, louco e altamente diversificado em um banho de cultura.

O Exihibition Centre é um pavilhão que acolheu o Volleyball , o Handball, Squash e depois Racquetball. Enorme, limpo e com ar condicionado a mil (muitos dias passei frio dentro enquanto o sol queimava todo mundo lá fora), com os banheiros sempre impecavelmente limpos e cheirosos, por incrível que possa parecer.

A área também contava com muitos cestos de lixo seletivo, mas deixou um pouco a desejar na pouca quantidade de bebedouros, na sinalização confundindo os torcedores que não sabiam para onde ir e o controle de acesso. Havia somente uma entrada para todas as competições daquele pavilhão e, principalmente nos jogos de volleyball, quando o público era maior, formava-se uma fila muito grande. A organização dizia que era uma questão de segurança.

Eles devem ter seus motivos, porém ao chegarmos para o trabalho, passávamos por uma revista nas mochilas e pelo raio-x manual, o que é um procedimento normal em todo evento também, mas aqui era bem menos radical e só não entrava garrafa com líquido — provavelmente para evitar consumo de álcool –. Mas até pau de selfie e guarda-chuva, podia.

Ponto totalmente OUT foi a transmissão televisiva para cá e para o Brasil. Não havia cobertura de todos os esportes e aqui no Canadá só víamos competições onde os donos da casa estavam se sobressaindo. Péssimo.

Nos bastidores tudo era festa e podíamos tirar foto e filmar, o que geralmente é proibido aos voluntários. Até os policiais daqui pousam para fotos com os turistas.

Toronto celebra os Jogos Panamericanos de 105
Toronto celebra os Jogos Panamericanos de 105

Enfim, foi um evento realizado em toda sua totalidade, com prós e contras. Acho que a parte cultural do Canadense de respeito às individualidades fez com que houvesse maior flexibilidade com relação às regras de comportamento e nós, brasileiros, podemos confundir isso com um certo “desleixo”. O importante é que tudo deu certo e  a população local, que não aceitava inicialmente o evento, acabou participando e ficaram com gostinho de “quero mais”.

Certamente vou aproveitar muito de tudo mais que vivi por aqui em minhas próximas experiências profissionais, e já chegarei a São Paulo munida de toda energia para continuar minhas aventuras, agora com as gestantes do Lar Meimei e com os Voluntários Selecionadores da Rio2016.

Amei a cidade, amei trabalhar aqui e continuo amando meus novos amigos voluntários que, sem dúvida, viveram momentos incríveis nestes Jogos Panamericanos 2015.

0 Comentários

Deixe o seu comentário!













27/07/2015Lí­bia MacedoSem Comentários

FLIP 2015: muito além de um Evento Literário

Paraty é mágica. Talvez sejam os ares da arquitetura colonial com suas ruas de pedra e casarões, ou a beleza do mar e a Mata Atlântica no seu entorno.

Talvez o forte apelo turístico de um local que é Patrimônio Histórico da Humanidade, junto com os vários eventos que aqui acontecem, impactando o cotidiano de seus habitantes e a economia da cidade, como a FLIP – Feira Literária de Paraty, que a equipe Dica Evento acompanhou de perto.

festa-literaria-de-paraty-flip-2015-joao-mantovani-05
Fotografia: João Mantovani

A FLIP 2015, que neste ano homenageou Mario de Andrade, contou com 63 atividades oficiais espalhadas em 09 locais na cidade durante 5 dias, entre palcos com musica, tenda de debates com mais de 39 autores de diversos países, declamações, mesa de autógrafos, homenagens, ações de fomento à leitura, entre outras atividades que atraiu aproximadamente 30.000 pessoas.

festa-literaria-de-paraty-flip-2015-joao-mantovani-06
Fotografia: João Mantovani

Apesar de contar o orçamento mais baixo dos últimos 10 anos, a programação foi bem variada: além da programação principal, com tenda dos autores (850 lugares e 4 atividades por dia), havia a Casa da Cultura, o FlipZona (focada nos adolescentes) e Flipinha (para as crianças), além da OFF-FLIP, um circuito paralelo de eventos literários que ocorre no mesmo período. Alguns destes eventos eram gratuitos e outros pago e 14.900 ingressos foram vendidos

Conversamos com Joana Fernandes, coordenadora geral, e a inglesa Liz Calder, idealizadora do evento, que comentaram detalhes da organização do evento. Entender o conceito e Proposta da FLIP e como esse evento foi estruturado, é o que buscamos com nosso bate-papo com duas figuras importantíssimas.

as árvores dão frutos-livros e com o aconhego de tapetes, almofadas e monitores faz com a praça vire uma biblioteca muito agradável
as árvores dão frutos-livros e com o aconhego de tapetes, almofadas e monitores faz com a praça vire uma biblioteca muito agradável (Fotografia: João Mantovani)

Começamos com Liz Calder, uma octogenária com energia de criança, que nos recebeu na charmosa Pousada Do Ouro, no último dia do evento, as 11h00 da manhã após ter participado de 3 atividades, mas com um sorriso simpático e uma pontualidade digna de seu DNA britânico, mesclando português/inglês em suas respostas.

festa-literaria-de-paraty-flip-2015-joao-mantovani-02
Liz Calder, idealizadora da FLIP (Fotografia: João Mantovani)

Dica Evento: Por favor, defina-se.

Liz Calder: Você começou com uma pergunta difícil,hein? [risos]

Well, me diga você (um sorriso maroto, quase tímido). Sou uma mulher que já viveu muito tempo, mas tem muito a aprender. Estou fazendo sempre isso.

Você é uma inglesa que criou um dos maiores eventos literários da América latina, como se sente com isto? Como comparara a FLIP de 13 anos atrás e a de hoje?

Bem, fiz porque achava que o Brasil tinha potencial para isso e a cidade pedia algo do gênero.

Queria trazer a possibilidade de autores internacionais virem aqui, fazendo intercâmbio com os autores daqui, enriquecer este cenário e algo focado em leitura.

A FLIP hoje já é reconhecida, mas quero que mais e mais a imprensa internacional venha aqui, divulgue este evento mostrando pessoas que nasceram aqui, o que escrevem e como quem vem de outros lugares interage com este local. É um evento de celebração e educação, por isso não é festival e sim Festa Literária de Paraty. É para festejar, comemorar,

O que diferencia a FLIP de outros grandes eventos como Hay Festival, Bologna, Frankfurt, etc?

Bem, aqui queremos trazer autores e leitores para conhecer um pedaço do mundo que está discutindo literatura. Os outros são muito certinhos, muito “British“. (diz sorrindo de lado)

Quem você ainda não convidou e gostaria de ter na grade do evento?

Tanta gente interessante: Zadie Smith, Gloria Steinem, nessa linha mais feminista. Acho um tema bom para próximas mesas.

Como vê a FLIP no futuro?
Espero que ela seja mais internacional, que ajude as pessoas a entenderem o mundo.

O que é um bom livro?
É aquele que no primeiro parágrafo — no máximo na primeira folha — te entretém, te desafia, te instiga.

Qual livro você está lendo?

Vários, tentei ler pelo menos um de cada autor que veio na FLIP.

Após a entrevista com Liz Calder, vimos na porta da pousada dois vira-latas preguiçosos nas ruas de pedra. Ela me acena e diz: Veja. Até os cachorros de Paraty dariam uma estória! Esta cidade é pura literatura.

Após o término do evento, Joana Fernandes, coordenadora geral do evento, conversou conosco em meio a desmontagem e mesmo no pós evento contou tranquilamente um pouco da loucura, magia e alegria de estar a frente deste desafio de produzir este evento.

Dica Evento: como começou sua relação com a FLIP e nessa função de coordenadora geral?

Joana Fernandes: Trabalhei 8 anos na Cia das Letras, na área de marketing e eventos. Então, realizava as ações de eventos com autores.

Acredito que essa experiência na editora com eventos literários, inclusive vindo para a FLIP, me ajudou a ser convidada pelo pessoal da Casa Azul para me envolver na gestão. Aliás, de formação eu sou administradora, e essa base de planejamento me ajuda muito no que eu faço hoje.

Como é realizar um evento dessa magnitude, numa cidade pequena?

São vários fatores, mas um deles é a parceria entre a FLIP e os patrocinadores. Não é só uma relação comercial, mas, de todos construírem o evento.

E mesmo quem não é apoiador, mas que intervém com órgãos públicos, consulados, família de autores, ajuda muito. Faz muita diferença nós da organização mandarmos um email convite para um autor e um embaixador do país de origem do autor, ou de um presidente de instituto cultural o fizer. Os autores recebem de melhor maneira essa vinda ao nosso país.

Outra coisa importante é que esses autores não querem vir aqui somente para participar de uma mesa. Eles querem ficar mais tempo e por isso parcerias possibilitam atividades em outros locais. Não é nosso escopo, mas fazemos muitas intermediações, pois viabiliza a vinda de muitos escritores e também fomenta a literatura que é a Pós-FLIP. A FLIP acontece em Paraty, mas levar um pedacinho dela para outros locais é uma forma de perpetuá-la em outras praças.

festa-literaria-de-paraty-flip-2015-joao-mantovani-12
Joana Fernandes, coordenadora-geral da FLIP (Fotografia: João Mantovani)

O que é a FLIP para Paraty?

Bom, a FLIP é a cara de Paraty. Temos a preocupação de utilizarmos a arquitetura, explorar os espaços de igrejas, Centro de Cultura, trazer artistas locais e queremos propiciar uma experiência de arte, patrimônio, cultura.

A cidade não comporta que a FLIP cresça mais: já chegamos a 100% da capacidade hoteleira em outros anos. Por isso temos também pensado em formas das pessoas acompanharem a FLIP sem estar aqui, com transmissões na internet e TV. Foram 120.000 mil pessoas acompanhando on line em 2015.

Quanto tempo antes começa o planejamento do evento?

Em Outubro acontece a curadoria e a coordenadoria busca o que cada área precisa. Tento entender o todo de todos os envolvidos, para auxiliar da melhor maneira. Digo que não faço nada, os outros fazem, mas faço a costura.

Autores confirmam em tempos diferentes, existe o setor de relações com autores [nota da reportagem: RP autores, vestidos de amarelo para facilitar a visualização dos participantes-escritores], tem o pessoal da produção geral e local, comunicação, arquitetura e design. Cada um sabe o que tem que fazer e aí tudo acontece.

Temos escritório aqui em Paraty e também em São Paulo.

Com é esse organograma todo, como fica a questão da capacitação de staff local?

Paraty, tá mudando, até o Pronatec veio para cá. Por ser projeto da Casa Azul, que é uma entidade local, fica forte a presença de pessoas envolvidas e houve um projeto de Turismo Cultural dessa OSCIP. O objetivo é trazer um turismo qualificado e a FLIP colabora com isso.

E depois da FLIP, outros eventos surgiram como Paraty in Foco, Bourbon Jazz e outros, e essas pessoas continuam atuando de alguma forma. Fomos os pioneiros, mas não os únicos.

FLIP é polo do mercado literário brasileiro e recebe entidades de outras cidades que querem fazer benchmarking, além de utilizar a FLIP como forma de lançar outros eventos literários no Brasil e outros países.

Percebemos que há pouca ativação dos patrocinadores, isso é uma limitação indicada por vocês?

Isso é uma característica da FLIP, e é nossa preocupação manter essa magia, este conteúdo e temos regras, não queremos promotoras desfilando e panfletando pelos ruas de pedra, isso não é o objetivo de um evento literário, de discussão, e todos os parceiros tem entendido isso e não criam ações que possa ser consideradas ruído com a proposta do evento.

O Itaú com as bicicletas tem tudo haver com a questão do urbanismo numa cidade que faz parte patrimônio histórico e pede que não se use de carros, e também trouxeram parte da exposição Brasilianas. A cultura é o principal valor neste evento

festa-literaria-de-paraty-flip-2015-joao-mantovani-09
Fotografia: João Mantovani

Roberto Saviano, o autor italiano jurado de morte pela máfia italiana, era o mais esperado para o evento, que cancelou sua vinda na mesma semana, devido à segurança. Como isso foi orquestrado? A imprensa disse que vocês já sabiam disso antes.

São 150 convidados, é claro que acontece um “no show”.

Mas a situação dele é uma questão muito midiática. Mas já tivemos autores que eram de países com problemas políticos e não vieram. Não tem plano B com curadoria, mas o curador acertou muito bem que convidou autores mexicanos que discutiam a mesma temática de violência/cidades, mantendo uma mesma linha de interesse.

As pessoas têm expectativa com temas e não só com os autores.

Qual sua maior “saia justa” no evento?

Por definição evento é imprevisto. É autor que cancela, manifestação[1], luz que acaba… mas o segredo é ter uma boa equipe.

Eles têm energia boa, as pessoas se reencontram no evento. É uma engrenagem e todo mundo muito integrado. Aí fica mais fácil lidar com os imprevistos.

O que mais te emocionou na FLIP?

O encerramento sempre emociona, pois é o gran finale. Até conseguimos fazer uma foto com quase todos os convidados este ano, foi demais.

Já estamos na 13a versão e queremos nos reencontrar. Na bilheteria tem uma cachorra que ganha uma casinha e fica o tempo todo lá é a Lola Maria, faz parte da ProduCão. Somos uma grande Família.

Como diria a desconhecida autora portuguesa Matilde Campilho, que mais vendeu livros na FLIP: “A poesia não salva o mundo, mas salva um minuto”. Acreditamos que a FLIP se propõe a instigar as pessoas à refletirem sobre as coisas através da literatura acessível durante o evento e pós-evento. E dá muito certo porque tem profissionalismo e carinho entre as equipes.

Qual livro você está lendo?

O Testamento de Maria, de Cólm Tóibín, que em 2013 foi finalista do Man Booker Prize, e Pétalas de Sangue de Ngũgĩ wa Thiong’o ,queniano indicado em 2010 ao Nobel de literatura

É importante notar que os patrocinadores e parceiros trabalham suavemente a ativação, refletindo a preocupação da organização de que o evento pareça um grande shopping (meeting design). Vimos ações como o jornal O GLOBO que criou a missão Mário de Andrade, refazendo a viagem que ele fez quase 80 anos anos, passando por 5 cidades e checando estes elementos da cultura popular que ele destacou na época e criando um ebook.

A Folha de São Paulo, jornal oficial do evento, além de cobrir e levar seus articuladores a alguns debates, tinha um espaço com conversa, distribuição de jornal, cafezinho e shows de MPB. E continua atuando no pós-FLIP, com sabatinas onde autores participam de bate-papos gratuitos em diferentes livrarias em São Paulo, tudo gratuito.

A Livraria da Travessa tem exclusividade no espaço do evento para venda de livros e estava sempre cheia.

No final, ficamos com a certeza que a FLIP mostra que vale a pena investir em turismo cultural. Que inspire outros grandes e mais empresas patrocinando cultura pelo Brasil.

festa-literaria-de-paraty-flip-2015-joao-mantovani-01
Casa Folha na FLIP 2015. (Fotografia: João Mantovani)

[1] = No sábado houve uma manifestação próxima à tenda dos autores, onde os moradores reclamavam sobre a violência local e do policiamento extra somente durante o evento, reclamando do esquecimento das autoridades para com a população pós evento.

Paraty, com seus 40.000 habitantes, aparece no Mapa da Violência 2015 como a segunda cidade mais violenta do Estado do Rio de Janeiro, atrás de Cabo Frio. Apesar de pequena, a cidade vive uma rixa entre grupos de traficantes de drogas instalados em dois bairros.

0 Comentários

Deixe o seu comentário!













22/07/2015Aidê Lapa Claro De Simone1 Comentário

Panamericano Toronto 2015 – Voluntária Brasileira em Terras Canadenses

Quando o trabalho e prazer se transformam em experiência de vida.

Após vinte e cinco anos de experiência como Professora de Educação Física e tendo trabalhado nos mais diversos setores que esta carreira abrange, resolvi apostar em uma nova, porém, não desconhecida atividade, e aproveitar o conhecimento técnico adquirido ao longo desses anos para me relançar no ramo de eventos esportivos.

Até 2010 tudo o que estava por acontecer no Brasil parecia muito promissor e distante, e foi então que voltei aos bancos escolares e me especializei em Gestão de Projetos Culturais e Organização de Eventos. Encontrei no voluntariado a forma de aplicar os mais recentes conhecimentos e formar uma nova rede de contatos, o que possivelmente abriria portas para ingresso neste mercado de trabalho.

O melhor é que gostei da ideia e apesar de muita gente achar que “trabalho voluntário é coisa de otário”, tenho vivido experiências únicas e conhecido pessoas incríveis pelos caminhos da vida, o que só faz com que me sinta útil e feliz. Como Voluntária (sempre com V Maiúsculo) em eventos internacionais em nosso país, hoje, depois de cinco anos, estou em Toronto, Canadá, como voluntária dos Jogos Panamericanos de 2015, vivendo esta experiência não só encantadora, como mágica!

Vou contar para vocês, então, um pouco de como é isso:

Posso dizer que já estou me tornando “PHD” em voluntariado pois participei do Campeonato Mundial de Handebol na Arena Ibirapuera, Copa das Confederações FIFA em Brasília e Copa do Mundo FIFA na Arena São Paulo. Hoje participo de um grupo de apoio a gestantes carentes, sou Diretora de Eventos da Federação Paulista de Handebol e já estou trabalhando com os Voluntários Selecionadores da Rio 2016.

Em cada um destes eventos exerci funções distintas, o que muito têm contribuído para o desenvolvimento de novas habilidades. Para todos os eventos internacionais temos que passar por processos de seleção e treinamentos, daí a importância de se ter um bom nível de formação geral pois, na maioria das vezes, isso é o que determina seu posto de trabalho.

Um ponto crucial a ser explorado é a fluência em idiomas. Apesar de ler e escrever bem em inglês, meu nível de conversação era sofrível pois tendo problemas de audição. Para mim era muito difícil a distinção de alguns sons e, com isso, o entendimento de muitas palavras. Tomei a providência de colocar um aparelho auditivo, voltei a praticar com mais frequência o inglês e comecei a estudar espanhol, já visando os Jogos Panamericanos de Toronto e Olímpicos do Rio.

Para chegar a este Pan, tive alguns momentos “up, down, in, out, over“. Ou seja, aconteceu de tudo e se não fosse por persistência, determinação e muita, mas muita força por parte de meus familiares, talvez não estivesse aqui agora.

Começando pela seleção. Como sempre, nos inscrevemos no site da organização oficial do evento aproximadamente um ano antes do seu início. A partir deste momento e com o processo iniciado, começamos a receber mensagens com instruções de todas as etapas a serem vencidas.

Depois de selecionado, começam os treinamentos online, com entrevistas presenciais ou não (para Toronto foi uma entrevista gravada em inglês) e mais cursos específicos com testes para que possamos ser alocados em uma das áreas para as quais nos aplicamos.

Aidê ao lado do mascote dos Jogos Panamericanos de Toronto 2015
Aidê ao lado do mascote dos Jogos Panamericanos de Toronto 2015

Depois de todo este processo, recebemos um convite a ser aceito ou não, com o cargo a desempenhar, e posteriormente a escala de trabalho. No meu caso específico, foi a primeira crise de “out” por que passei: assim que recebi o e-mail dizendo que seria “Team Host – Handball Crew” , vibrei muito porque esta função me deixaria mais uma vez, próxima aos atletas, no local de competição, posto exatamente para o qual me candidatei em primeira opção e vinha me preparando para exercer.

O passo seguinte, já seria mais decisivo porque, uma vez aceito o trabalho, começaria a etapa de planejamento, solicitação de visto canadense e gastos financeiros.

Na maioria dos eventos o voluntário recebe apenas o uniforme, alimentação durante a escala de trabalho e transporte local. Desta forma, comprei minha passagem aérea internacional com seis meses de antecedência porque usaria milhagens do cartão de crédito e precisaria garantir os voos de ida e volta, uma vez que o Pan coincidiria com as férias escolares no Brasil.

Além disso, teria que reservar alguns dias para treinamento presencial que sempre antecedem os inícios de trabalho no local do evento. Também comecei a procurar hospedagem e assegurei um quarto em um Hostel, com possibilidade de cancelamento sem cobrança de taxa para o de caso conseguir algo melhor e mais barato.

Contagem regressiva oficial em Toronto. (foto de Open Grid Scheduler em https://www.flickr.com/photos/opengridscheduler/17368414153/ )
Painel da contagem regressiva oficial em Toronto. (foto de Open Grid Scheduler em https://www.flickr.com/photos/opengridscheduler/17368414153/ )

Passados alguns meses, recebi um e-mail alterando minha função para algo que nem de perto passava por minha cabeça, “Technology – Time and Results Associates Crew – Handball“, ou seja, fazer estatística de jogo de handebol. Tentei falar na organização por diversas vezes para reverter a situação, mas foi impossível. Foi então que resolvi parar tudo e cancelar todos os planos. Nesta hora, vem uma mistura de decepção com desânimo, não querendo desmerecer a disciplina estatística, mas porque pareceu que tudo o que vinha dando tão certo havia sido jogado pelos ares.

Aí entra a importância do “backstage” familiar: meu marido e filhos dando a maior força para eu não desistir, que tudo daria certo e que seria uma nova e gratificante experiência. (Será que eles queriam férias de mim?)

E aqui estou, em Toronto, nos Pan Am Games 2015. Curtindo tudo a milhão.

Na próxima semana vou lhes contar como foi a segunda parte deste desafio maravilhoso.

Loja oficial dos Jogos Panamericanos de 2015 em Toronto (foto https://www.flickr.com/photos/opengridscheduler/17366414834/
Loja oficial dos Jogos Panamericanos de 2015 em Toronto (foto https://www.flickr.com/photos/opengridscheduler/17366414834/

1 Comentário

Deixe o seu comentário!













11/07/2015Lí­bia MacedoSem Comentários

Como definir um bom Palestrante para seu evento

Nos vários tipos de eventos, utilizamos Palestrantes como forma de conteúdo, atração, merchandising entre outros.
Depois de definido o objetivo e a linha de abordagem do orador, é importante saber selecioná-lo de forma adequada.
No Brasil* já temos empresas que tem um casting de oradores, mas não se compara com os bureaus que existem nos EUA e Europa, aliás lá eles tem várias associações** que são consultadas pelos clientes para checar os Keynote Speaker (vide em nosso glossário o significado em detalhes) para os eventos .
Sugerimos 5 pontos importantes na contratação de um palestrante.
1) Test Drive
Você compra um carro sem dar uma voltinha no mesmo?
Com o Palestrante é o mesmo, tente assistir uma palestra e/ou ver um vídeo do mesmo. Interessante que seja recente, com o tema similar e que seja possível comprovar que foi gravado durante uma ação com plateia.
Se o palestrante não tem um vídeo, fique bem desconfiado.
Outra possibilidade são as referências, que podem estar postadas como forma de testemunhal de ex-clientes e ouvintes, mas se possível tenha isso de maneira formal ou até mesmo cheque isso pessoalmente com alguma empresa que já o tenha contratado.
2) Por encomenda
Uma palestra para um evento não pode ser uma fala padronizada. Primeiro, porque já pode ter sido assistida em outro momento por alguns dos ouvintes, segundo porque o contexto é outro e esta precisa ser o mais personalizada.
Instrumentalize o palestrante com dados da plateia, mercado, empresa, e qual o objetivo almejado. Certifique-se disso através de reuniões, analisando o draft da fala e verificando anteriormente a apresentação.
É diferente comprar um terno pronto e um feito por medida, não é mesmo?!
3) Presença Efetiva
Sabemos que a agenda de muitos palestrantes é extremamente concorrida, mas pensar numa forma de otimizar a presença deste no evento é fundamental.
Quando o palestrante assisti parte do evento, fica mais fácil ele contextualizar, entender o público, se aquecer para a sua performance, além de mostrar que está efetivamente envolvido, idem quando este fica pós sua palestra para “tietagem”, conversa com o board e possíveis perguntas extras, além de autógrafos em livros dele como autor.
A presença do palestrante não fica pontual e sim especial (negociar isso anteriormente e colocar no contrato de alguma forma)
4) Aposte na Co-promoção
Se o seu evento for aberto ao público, negocie desde o contrato que ele apoie na divulgação através de seu site, mailing e outras mídias que ele utilize.
Isso também se aplica a produtos diretos do palestrante como: cursos/livros/ softwares, negocie que durante o seu evento estes terão um preço promocional (e isto pode virar moeda de negociação entre você e o speaker)
5) As aparências enganam
Ser famoso ou celebridade pode trazer interesse de muita gente, mas se a pessoa não corresponder em sua fala com informação, indicações, exemplos, conhecimento – não servirá de nada.
Certifique-se que estas pessoas estão realmente engajadas em transmitir conteúdo e contribuir efetivamente com seu evento e não somente posar para fotos, fazer merchandising dos produtos dela.

Um bom Palestrante compõe a grade de um evento de forma a colaborar para o sucesso, certifique-se destes detalhes e receba somente aplausos.

* No Brasil existe um grupo que criou em 2014 a Associação Brasileira de Consultores e Palestrantes ABCP, mas não encontramos muitas referências
** National Speaker Association (http://www.nsaspeaker.org/)

coloquio e
Colóquio e
Colóquio

0 Comentários

Deixe o seu comentário!













09/07/2015Lí­bia Macedo3 Comentários

Fazendo apresentações de projetos de eventos

Lembro-me muito bem de como era o processo de vender uma idéia de eventos alguns anos atrás. As reuniões de briefing, onde parte da equipe da empresa trazia informações sobre a expectativa do evento e nós, a agência, escutávamos tudo e fazíamos o que era quase que um interrogatório. E depois a apresentação de projeto com alguns impressos mostrando as informações,a proposta e, dependendo do tamanho do pedido, uma maquete para dar uma idéia da proposta.

Hoje em dia é comum que as propostas contém com vídeos, plantas 3D e até holográficas, além de apresentações elaboradíssimas para contar e encantar os clientes sobre os projetos de eventos ou produtos que apoiam os mesmos.

livro Apresentações Brilhantes. 100 Coisas Que Você Precisa Saber Sobre As Pessoas Para Se Comunicar Bem, de Susan M. WeinschenkDeixando a nostalgia de lado, é fato que as apresentações apoiam a venda e não basta somente saber usar ferramentas como Power Point, Keynote (Mac), Canvas, Prezi, Slide Rocket, entre outros. É preciso saber como mostrar e usar adequadamente estes conteúdos para apoiar uma idéia.

Acabo de ler o livro Apresentações Brilhantes – Susan M. Weinschenk que é psicóloga e traz indicações de design a apelos comportamentais para termos uma eficiente apresentação.

Mesclei algumas dicas dela com outras minhas relacionado ao setor de eventos, espero que possa apoiá-los.

  • Na apresentação de projetos sempre utilizo um resumo do briefing nos primeiros slides. Isso indica claramente sobre o que estaremos falando e reforça que este briefing foi feito com informações específicas, dadas por tal pessoa, em tal data. Ou seja: o projeto não considera mudanças ocorridas no meio tempo e não avisadas .
  • Faça a revelação progressiva, passando as informações aos poucos, seguindo o princípio de Atenção/ Relevância/ Confiança / Satisfação. Por exemplo, às vezes e melhor apresentar  primeiro o case e depois a teoria que o ampara.
  • Repetição de termos ou associações são formas das pessoas memorizar informações e ajudam a vender uma idéia ou projeto, ou para convencimento. Não significa se tornar repetitivo, mas focar várias vezes na sua idéia como solução para objetivos do briefing, exemplificando com quem já usou ou até mesmo o ineditismo disto.
  • Cuidado com o tempo de apresentação:com a correria do cotidiano, quando conseguimos uma reunião de apresentação temos que utilizar o tempo da melhor maneira e levar em conta que o ser humano se distrai facilmente (especialmente com celulares, labtops, etc). Exercite fazer suas apresentações em no máximo 20 minutos. Se você tiver muitos dados à apresentar, quebre em 2 apresentações de 20min. E como as pessoas tendem a se lembrar mais do inicio e final de apresentações, capriche e ilustre pontos fundamentais de seu projeto nessas fases;

Ao fazer suas apresentações procure sempre levar em conta comportamentos da platéia, tanto para evitar possíveis problemas, como para melhorar os resultados da apresentação:

  • Surpreenda, falando algo que o público talvez não saiba. Exemplo: as zonas Oeste e Sul de São Paulo concentram 80% dos espaços de eventos. Esta informação pode impactar a platéia, dando uma idéia de uma oportunidade de investimento ou perceber como a concorrência é forte em certas regiões.
  • Se numa apresentação com 05 pessoas na sala, ao falar um item, você perceber que uma ou duas pessoas balançam a cabeça negativamente e uma outra de alguma forma concordou com um breve sorriso; foque seu olhar para ela, encorajando aquele comportamento que você deseja que se repita e não se abalará com os outros. (já ouviu falar do condicionamento operante de Skinner?)
  • Interatividade: faça com que os ouvintes participem e experimentem durante sua apresentação:
    1. Entregue protótipos enquanto fala sobre o mesmo.
    2. Simule situações (vídeo/ musica/ entrega do mesmo brinde ou comida que será entregue).
    3. Realize a apresentação no local que você está propondo para o evento.
  • Por fim, uma última dica: as pessoas se lembram de apenas quatro itens por vez. Esta afirmação é baseada em vários estudos de psicólogos relacionados a memória funcional e, em apresentações, podemos utilizar dessa maneira: se há 15 itens para serem apresentados, tente agrupar em grandes grupos e seus respectivos tópicos e sub-tópicos, também divididos em 4 pontos.

Procure usar elementos do design ou mesmo estruturar o texto e manter a estrutura de 4 tópicos por vez. Quer um exemplo? Repare no texto acima: os tópicos foram reunidos em 2 grupos de 4 ítens, separados por um parágrafo e uma linha, e o 9.o tópico transformado num parágrafo. :-)

Espero que suas apresentações sejam um sucesso e que revertam em vendas. Se você também tem uma dica para apresentações, divida com a gente aqui nos comentários ou em nosso Facebook.


Que tal receber estas e outras dicas no seu e-mail? Assine a nossa newsletter e aproveite para saber como gerenciar seu tempo de com eficiência.

3 Comentários

Deixe o seu comentário!













26/06/2015Lí­bia MacedoSem Comentários

Curso Eventos + Branding (Infobranding)

No próximo sábado, serei uma das professoras do Curso de Branding e Eventos promovido pela Infobranding, em São Paulo. Será uma oportunidade de detalhar alguns do tópicos que sempre abordamos no Dica Evento e explorar o potencial dos eventos para fortalecer marcas, produtos e serviços.

  • Análise da marca em participação em eventos de terceiros e próprios – Prós & Contras.
  • Percepção de eventos de marcas concorrentes e influência em suas ações de eventos.
  • Naming rights: DNA da marca impressa nos eventos

Mas não serei a única palestrante, estarei ao lado de duas feras: Marcia Auriani com a palestra Uma pequena discussão sobre eventos e branding; e Kdu Munis, com a palestra Branding Experience em eventos – Como usar a ferramenta Eventos para criar experiências únicas para o seu consumidor.

Para quem se interessar em participar, é melhor correr, pois só tem mais uma semana para inscrição e o preço promocional não vai durar muito:

http://www.infobranding.com.br/produto/curso-de-branding-eventos-sp/

Nos vemos por lá!

Curso Eventos + Branding (Infobranding)
Curso Eventos + Branding (Infobranding)

0 Comentários

Deixe o seu comentário!













Fale Conosco

11 3673-4583

11 99616-5073

contato@dicaevento.com.br

Siga-nos também no Facebook   

Preencha seus dados e saiba de nossas novidades e não deixe de acompanhar nosso facebook, com dicas diariamente
© 2015 Dica Evento - Eventos e Marketing Promocional | Otimização: 2Aces Hospedagem: WP Engine Gerenciado em: ManageWP