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Em defesa do voluntariado na Copa do Mundo FIFA 2014: voluntário não é palhaço.

Começaram os treinamentos online de voluntariado da FIFA para a Copa das Confederações e Copa do Mundo 14. São 6 cursos, que contam com um formato de narrativa

  • A FIFA
  • História da Copa das Confederações
  • Copa do Mundo
  • Ser voluntário
  • íreas de atuação do voluntário
  • O grande teste.

Os cursos parecem bons e fico contente com a iniciativa da organização das Copas mas, agora, vamos falar de um assunto chato

Campanha no Facebook: Voluntário da FIFA é Palhaço

Em defesa do voluntariado na Copa do Mundo FIFA 2014: voluntário não é palhaço. Repúdio í  campanha Voluntário é Palhaço no Facebook.
Em defesa do voluntariado na Copa do Mundo FIFA 2014: voluntário não é palhaço. Repúdio í  campanha Voluntário é Palhaço no Facebook.

Infelizmente, preciso também comentar uma campanha no Facebook, propagando que voluntário na Copa é palhaço por “trabalhar de graça”, incluindo uma imagem de uma pessoa com nariz de palhaço. Campanha que discordo, com a experiência de organizadora de eventos e também voluntária em eventos como os Jogos Panamericanos e gerente de voluntariado no Campeonato Mundial Feminino de Handebol, um evento que não conta com tantos patrocí­nios e verba pela organização.

De fato, a organização de um evento do porte de Olimpí­adas ou Copa do Mundo envolve muito dinheiro, mas achar que não são necessários voluntários é puro desconhecimento de como funciona a produção de eventos de grande porte.

De fato, nenhum mega evento no mundo tem sido feito sem apoio de voluntários, pois a demanda por gente é muito maior do que se imagina. Mesmo eventos menores, como festas religiosas, eventos esportivos, paradas, comemorações cí­vicas em muitos paí­ses se utilizam de voluntários. Por exemplo: a festa da Achiropita tem mais de 250 voluntário entre cozinheiras, organizadores de fila, limpeza, etc. A Maratona de Nova York tem 8000 voluntários e apenas 1.000 pessoas de staff regular. Voluntariado é comum e necessário para as organizações. Estariam todos estes eventos explorando pessoas?

E pelo lado do voluntário esta vivência pode se relacionar a valores intangí­veis – e muitas vezes pessoais – que não é medido em dinheiro: patriotismo, apreço pelo esporte, crença na capacidade do ser humano, responsabilidade, etc. Sem esquecer as grandes oportunidades de aprendizados, convivência social, networking, de aprimorar a formação profissional e enriquecer o currí­culo, especialmente para os mais jovens.



í‰ preciso compreender que mega eventos necessitam de um numerário enorme de pessoas auxiliando em diversos tipos de tarefas e seriam inviável “contratar” profissionais para todos os postos, até mesmo por conta de diferenças na legislação, nos custos de cada contratação e dificuldades burocráticas em cada paí­s. E, neste cenário, porquê não dar oportunidade para as pessoas que tem aderência ou afinidade com as áreas envolvidas, como, por exemplo, voluntário estudantes de Educação Fisica a em quadras, estudante de Turismo em postos de informações, etc. Utilizar pessoas que não tem experiência no mercado mas estão com disponibilidade como primeira oportunidade de ter responsabilidade, experiências e tarefas especí­ficas no seu histórico profissional. Ou, aplicar o mesmo raciocí­nio em oportunidades a adolescente, alunos de ONg’s e de comunidades, a aposentados e a população da terceira idade contribuindo com seu Know how e sendo úteis e ativos, bem como o puro interesse de pertencer a eventos que tem temas que agradam í  essas pessoas participarem?

Na minha experiência como voluntária em 2007, ganhei e aprendi muito: contatos com federações, conversas com profissionais com vivência e experiência maior que a minha em muitos eventos, indicações para outras empreitadas, pratiquei idiomas e como servir bem, e servindo pessoas que gostam e praticam esportes, assim como eu.

Acredito que embora muitas organizações, confederações, cidades, paí­ses, marcas patrocinadoras a tenham atitudes marqueteira ou fraudulentas, mas não creio que a todas e todos eventos “usam” voluntários como mão de obra barata. E acredito que mega eventos deste porte sejam alavancadores de negócios e de oportunidades para os envolvidos – incluindo as cidades e paí­ses que as sedeam.

Sim, é nossa responsabilidade ficarmos atentos quanto a benefí­cios ilí­citos, acompanharmos e delatarmos os gastos excessivos, a falta de planejamento e abusos de qualquer natureza. E é direito de qualquer um não concordar com voluntariado, mas afirmar que todo voluntário é palhaço passa dos limites da contextualização. í‰ atacar por atacar.a Má vontade e o ranço do lema: “Se hay governo, soy contra.”

Enfim, acho que está na hora de termos uma visão menos tacanha das coisas e transformar positivamente o mundo. Esta é a minha opinião. Agora, quer saber as suas nos comentários abaixo.

24 Comentários

  1. Bom dia Lí­bia Macedo. Parabéns pelo texto, o postei no meu Facebook dando a sua autoria e linkando a página do Dica Evento no Facebook.

    Serei voluntário da Copa das Confederações na Arena Pernambuco e sofri a tal chacota sim. Vou compartilhar o que aconteceu comigo:

    No dia que eu postei no meu Facebook que eu seria voluntário e após algumas pessoas saberem que eu não ganharia nada (ou seja, nem sabiam o que era voluntariado), elas, entre elas amigos bem próximos, tiraram chacota, me chamaram de besta, que o governo ganha milhões e nós iremos ser “escravos da FIFA”…
    Até que…
    Estas mesmas pessoas abriram um portal na internet de notã­cias.
    E precisavam de alguém que pudesse dar informações exclusivas de alguns jogos.
    E, sendo eu voluntário para a Arena Pernambuco…
    Adivinhe?
    “Ei Alisson, parabéns por ser voluntário em Recife! Aproveita que vai estar por lá e manda umas matérias exclusivas pra gente, entrevistas, a gente abre um espaço exclusivo no site pra você postar, etc. etc. etc.”
    Eu aceitei? Minha atitude pode até não ter sido a recomendada mas… NíƒO. Não aceitei. Quer dizer então que agora que eles podem se aproveitar de mim o meu voluntariado é a melhor coisa do mundo?
    De 10 pessoas parei de falar com 5. Os outros 5 tenho conversado friamente e não toco no assunto Copa das Confederações. Não vão saber onde ficarei, quando irei, o que farei, e o principal, NíƒO VOU DAR INFORMAí‡ÃƒO DE NADA PRA ELES.
    Por isso eu assino embaixo seu texto: devemos fazer nosso trabalho e deixemos os outros pra lá. Nós sabemos o que queremos, sabemos que não é trabalhar de graça, é algo gigantesco que a FIFA não iria de jeito nenhum conseguir se não fosse nós, voluntários.
    SOMOS VALORIZADOS PELA ENTIDADE MíXIMA DO FUTEBOL. Em todos os eventos esportivos Hí O AGRADECIMENTO AOS VOLUNTíRIOS.

    “Não vão nos pagar pelo trabalho voluntário porque nosso trabalho não tem preço”.

    • Caro Alisson,
      A vida é feita de escolhas, tu traçaste a sua e as atividades que colaboram com sua formaçao.
      Siga em frente, sucesso e depois é nosso convidado para falar sobre como foi ser voluntario, ki tal?
      Eu, estarei trabalhando na arena de fortaleza, não como voluntaria, mas tentand contribuir com o eventos que são minha paixao-profissao.
      Até
      LIBIA

  2. Bom dia,

    Primeiramente PARABí‰NS pelo texto, belas idéias que contextualiza a realidade de alguns. Mas engraçado, roda e vira vejo pessoas contando sobre a má absorção das pessoas quanto ao trabalho voluntariado na Copa e no MEU caso foi TOTALMEnTE diferente. Desde minha primeira iniciativa que foi de m inscrever para Voluntária na Arena Fonte Nova- Ssa, amigos mais próximos e familia, me parabenizaram e apoiaram. E nao foi diferente em cada etapa vencida até minha aprovação. Ate HOJE nao recebi (espero q nao receba, rs) alguem com negativismo comigo. Será que eu tenho as “melhores”pessoas de espí­rito próximo de mim ou existe SIM pessoas que pensam como nós e acredia que ser voluntário alem de nos fazer crescer como SER HUMANO ( fazer o bem sem olhar a quem), nos faz crescer profissionalmente, culturalmente e por ai vai!!

    VaaamoQueeVaamo. Fazer com que o Brasil dêê um show nessa Copa das confederações e Copa do Mundo.

    Abraços.

    • MAriane
      Bom receber seus comentarios e sua visão.
      íˆ importante aproveitarmos esses mega-eventos para nos atualizarmos e aprendermos.
      Estarei em Fortaleza, boa sorte na Bahia e no fim do evento, conte-nos como essa experiência. Combinado???

  3. penso que o trabalho voluntário enriquece mais a quem doa do que a quem recebe- Mas neste caso da Fifa,é estar sendo, CBF, é estar sendo feito de palhaço sim, pois eles vendem todo nosso serviço desde informações aos paineis-humanos,São entidades particulares, com fins altamente lucrativos ,nada filantrópicos; comandadas por pessoas que estão sempre na mí­dia acusadas de corrupção de toda espécie( vide biografia de atual presidente da CBF.-comissão da verdade)- voluntário se não é palhaço, está sendo usado como tal. Renato Ribeiro Juiz de Fora-MG

    • Pessoal, creio que temos uma série de ressalvas com entidades tão “ricas” como as citadas, mas as igrejas, fundos sociais, unicef etc, tem verba, mas o mais importante sao os assistidos. No caso de mega eventos esportivos-temos a populaçao, convidados e um conceito de hospitalidade. Idem para a Jornada para jesus, parada gay, boi bumbá. Uma participaçao não desmerece a outra.

  4. Quer ser voluntário vai visitar hospitais instituições de caridade vá construir casa pra quem não pode pagar vai limpar as cidades de Petrópolis e tersopolis depois das enchentes vai catar lixo na praia vá fazer algo pelo seu pais ao invés de puxar saco dé turista estrangeiro

  5. Cara Lí­bia , o voluntariado é super importante e está na natureza do ser humano. O bicho homem é solidário, vive em grupos e se alimenta em bandos, como diversos mamí­feros e isso é uma caracterí­stica da espécie que está ligada, inclusive a segurança da matilha.
    Então, originariamente somos uma espécie solidária e voluntaria em diversas ações.
    Nosso poder pensante e de analise de fatos, associado a emoção e senso crí­tico, nos leva a conceituar cada convocação de trabalho voluntário e selecionar aqueles em que nos sentimos mais úteis, valorizados ou intimamente recompensados e assim doamos nosso tempo.
    O que causa polêmica nesse tema é “o que é relevante ou não, como atuação voluntária nesse momento”. Apoiar a Jornada Mundial da Juventude é relevante? Na minha opinião sim, pois é um voluntariado ligado as convicções religiosas, sem fins lucrativos, auto-sustentáveis e que cala fundo na sua fé. Do mesmo ponto de vista altruí­sta estão os trabalhos realizados com hospitais de cí¢ncer, de crianças, atividades públicas, de bairro, festas populares de iniciativa comunitária, ONGs, campanhas de vacinação, apoio a catástrofes e esportes de bairro. A meu ver isso não se aplica a eventos musicais com altã­ssimas margens de lucro e que já se beneficiam de benesses governamentais, como isenção de impostos, construções federais , estaduais e municipais, bem como competições diversas e internacionais, onde grandes cotas de patrocí­nio são pagas e diversos organizadores lucram e muito, com o resultado do evento.
    Quando vc mistura os dois tipos de eventos no mesmo discurso, faz parecer que todos tem o mesmo peso e medida social, mas eles não tem.
    Quando um evento aufere grande margem de lucro é importante remunerar toda a cadeia produtiva envolvida nele.
    Mas, todas essas decisões são de foro í­ntimo, O que torna o voluntário da FIFA ví­tima de chacota e classificação de “otário” são justamente todos os elementos negativos que envolvem o evento em pauta, desde seus dirigentes, mega-preços de ingresso, gastos astroní´micos das instalações patrocinadas pelo governo e tantos outros elementos negativos da competição no Brasil. Até as declarações sempre equivocadas e venais do sr. Pelé, essa besta ambulante que deveria ter nascido mudo. Por isso esses voluntários são chamados de trouxa e não pelo trabalho voluntário em si.
    Acredito ainda que vc pode ter tido a sorte de , em eventos similares, ter aproveitado o máximo de experiências positivas, mas analisando os postos de serviços voluntários e as descrições que vc colocou em seu texto, afirmo que são teorias apenas e falácias.
    Esse tipo de experiência não é levada em consideração em currí­culos, pelos empregadores, nem todos os voluntários (a maioria deles) tem oportunidade de aproveitar do evento sem custo e eles (acredito eu) se sentiriam mais intimamente recompensados, se estivessem apoiando seus semelhantes em situações í­mpares.
    Não gostaria de chamar de palhaços os que se inscreveram como voluntários para a Copa da FIFA, mas os “Doutores da Alegria”, voluntários que se vestem de palhaços para alegrar e distrair as crianças hospitalizadas ou em tratamento de cí¢ncer, são orgulhosos de serem chamados como tal e nos orgulham a todos. Já os outros…… cabe a reflexão.

    • Olá Mauricio, nosso bate-papo já começa mais harmí´nico e prazeiroso, vc inicia com “Cara Libia”, isso demonstra que mesmo com opiniões dispares, conseguimos dialogar, ki maravilha. Inicio por ai, pois a discussão sobre o Voluntariado em mega eventos, por vezes vem cheia de panfletagem de abuso e exploração de trabalho e outros pontos também devam ser considerados.
      Nos seus apontamentos destacando eventos com fins religiosos, campanha de ajuda e solidárias colocam o voluntariado num engajamento mais social e por uma causa, é verdade-concordo contigo. Talvez juntarmos esse voluntário com eventos privados são outros fins. Mas, mesmo eles sendo com objetivos comerciais, eles trazem um aporte para o destino, para a modalidade, para a cultura, para o comércio do entorno, e ter pessoas engajadas nisso é interessante pois traz o espí­rito de uma competiçao, de encontro de nações, de espí­rito esportivo, torna-se uma oportunidade de interface com outras culturas, em estar envolvido numa mega operação e aprender in loco o modus operanti de processos de uma área que pode lhe ser útil profissionalmente, de exercitar lí­nguas, de AJUDAR e aprender. Uniforme, lanche, VT e alguns brindes pode ser pouco?! Talvez, mas há o ganho com experiência que talvez em outra situaçao nao poderia ser viável. O superbowl tem voluntarios, o Video music Award tem voluntario de platéia, o Faustão tem voluntário, seriam estes “usos e abusos”, talvez sim, mas o voluntario vê um ganho, se lhe servir, lhe agradar pq nao. Participei de eventos como voluntaria e coordenando voluntarios, o que vejo são pessoas que querem ajudar , aprender, que precisam de estágio, que acreditam nisso numa forma de engajamento, de experiência em processos, que sao apaixonadas por esporte/arte, que querem conviver, que se incluem socialmente e que depois pela sua participaçao foram chamadas depois para serem contratados, o voluntariado serviu como vitrine, como programa de trainee.Eu mesma sou prova disso. Uma moeda, dois lados,cabe a reflexão

  6. Muito bom o seu texto Lí­bia , lendo os comentários achei muito interessante a forma com que você se posiciona em relação aos mesmo, expondo a sua opinião e as suas experiências como voluntária, demonstrando que você tem propriedade e domina o que diz. Recebi uma notificação me dizendo qual vai ser a minha função como voluntário na Copa nessa semana, fiquei muito feliz por ter conseguido e sinceramente mal posso esperar. No meu caso, me inscrevi pois desde criança gostava de acompanhar eventos de grande porte como a copa e as olimpiadas e sonhava em um dia poder fazer parte dessa história, além do mais, isso vai contribuir grandemente nas minhas atividades academicas e profissionais e quem sabe também no inglês, por que não? hahaha! Não tenho duvidas de que tudo ocorrerá bem, não me sinto nem um pouco como um otário, muito pelo contrário, estou confiante e ancioso

  7. Bando de palhaços mesmo!!! Uma coisa é vc trabalhar para um evento que não tem fins lucrativos (que não é o caso da fifa), outra coisa é trabalhar de graça sabendo que todo mundo ta levando o seu e que a instituição teria, sim, condições bancar esse povo. Sem contar que seria uma otima oportunidade para dar um emprego temporário para muita gente, por exemplo, mas não, eles preferem fazer esse povo de palhaço mesmo! huhauhuahuahuhauhauhauhuhuahuahuahuahuahuahuahuauahuahuahuhauhau

  8. Você defende o voluntariado em eventos como este por conveniência, pois seus honorários estão garantidos. Até podemos entender o voluntariado em situações de calamidade, catástrofes e afins, mas em um evento de uma empresa que ganhará muito dinheiro, que chega nos paí­ses ditando regras, inclusive alterando a cultura local e as leis é muita subserviência. Existem outras formas de se fazer voluntariado que não seja na copa do mundo, olimpí­adas ou algo que o valha.

    • Oi Carlos
      Respeito sua opiniao, mas o fato de defender o voluntario, não tem haver com conveniência. Como informei através de fatos, nenhum mega evento acontece sem voluntários: Maratona de NY, Olimpiada, Parada Gay, campeonatos Mundiais, entre outros. Todas com fins lucrativos ou com patrocí­nio, mas que engajam pessoas que gostam da causa, do tema, ou vêem uma oportunidade de estar com seus í­dolos, conhecer lugares, aprender mais. Graças ao voluntario, obtive expertise, contatos e agora sou contratada, mas ainda me engajo em eventos como voluntaria. Cada um vislumbra se é mais beneficio ou não. Tenho ressalvas com muitos procedimentos da FIFA, mas isso não me impede de estar no evento. Gde abço LIBIA

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